Os passos para criar um evento de sucesso

Nesta semana, estava eu conversando com a amiga Bianca, coach, facilitadora sistêmica e “louquinha” como eu, programando um evento para daqui duas semanas. Discutimos preço, público-alvo, horário, detalhes de divulgação e ela falou: “Vou criar o evento no Facebook”. E como ela é vapt-vupt, enquanto falávamos ela manuseou o laptop e criou… Tão logo ela fez esse movimento, começou a ter retorno de pessoas interessadas em participar da atividade.

Hoje, apenas dois dias após este encontro, recebi  o feedback de que está tudo correndo de forma bem satisfatória, abrindo espaço já para um segundo evento, devido à procura. Isso me fez ficar pensando: por que nós, profissionais independentes,  criamos algo que “não vinga” às vezes, e outras vezes, “acertamos na mosca”? Qual o segredo de uma vivência, um workshop, um curso, um encontro atrair a atenção das pessoas? E assim, resolvi escrever este texto, para compartilhar algumas ideias.

1º passo: desapego mental e emocional do passado

“Claro que os pais sempre agem com boa intenção.
É no louvável intuito de nos ajudar que nos atrapalham tanto. A criança faz cinco coisas certas e os pais, quando tinham de ficar esfuziantes, parece que têm um bloqueio para elogiar. Às vezes a criança precisa fazer oito ou mais acertos, daqueles muito bons, para então, aí sim, receber um elogio – ainda que fraquinho… Mas se, depois de tantas coisas certas, cometer um único erro, recebe uma baita bronca com todas as letras. Fica difícil para a criança suportar esse desequilíbrio e manter em evolução o seu caráter de vencedora.” Nuno Cobra – A Semente da Vitória

Como tenho um espaço que recebe diversos profissionais e diversos trabalhos, seja na área terapêutica, sejam projetos relacionados à criatividade, movimento corporal e outros, posso analisar alguns fatores. Percebo que existem pessoas extremamente criativas, que desenvolvem um ótimo trabalho mas…  estão presos a questões emocionais do passado familiar. Traduzindo em português bem claro, estão preocupados com o pai, a mãe, o marido, a esposa, o filho, as dívidas, o fracasso, a sensação de culpa, a letargia, o governo, o ET de Varginha, etc. Neste estágio de foco (sim, foco – a pessoa está totalmente focada em problemas onde ela não tem muita capacidade de solução), a energia criativa e criadora, tão necessária para o start de um projeto novo, se perde. Alguns empreendedores conseguem ausentar-se dos problemas pessoais, para colocarem o foco na carreira. Essa é uma forma que, embora não resolva a questão pessoal, faz com que, momentaneamente, a pessoa consiga ir atrás dos seus objetivos. A longo prazo, este tipo de atitude gerará insatisfação, já que somos um ser total, onde as relações com os pais, familiares, amigos, sócios, colegas de trabalhos, saúde física,  e a sociedade como um todo é essencial para a sensação de realização pessoal, que todo mundo saudável deseja. A melhor solução para a pessoa que está presa a estes problemas, e mesmo assim deseja criar, é ir desenvolvendo a capacidade mental de se focar naquilo que é possível e é prioridade, a cada instante do dia. A capacidade mental para se afastar dos padrões desastrosos do pai, da mãe e do passado familiar – em termos de trabalho, dinheiro, sucesso, competição  e merecimento. Isso exige uma mente consciente, observadora, e uma capacidade de perceber prioridades e planejar ações. E exige um preparo físico (sim, preparo físico!) para que você tenha energia para movimentar-se para longe destes “pesos” familiares.

2º passo: coloque-se como um instrumento do seu próprio serviço

Tem pessoas que não se bancam. Sendo experientes ou não (isso não importa), elas mostram tanta insegurança em relação ao que fazem (e às vezes, fazem muito bem, mas não validam a própria qualidade) que um evento já morreu antes de nascer. Lógico que isso tem a ver com o passado familiar, com crenças e emoções bloqueadas. Porém, também tem um outro fator: insegurança é egoísmo. É egoísmo sim! Porque a pessoa que tem um serviço bom (se não tem, então ainda é momento de aperfeiçoar, ao invés de querer “bombar”) e não dispõem ao mercado consumidor, está acreditando que depende dela a “qualidade” do trabalho. Vou contar um segredo: tudo aquilo que beneficia o outro, é uma dádiva que o universo concede a nós, para fazer algo de bom na vida do próximo. Não é nossa posse, e não temos o direito de negar, através dos nossos nhé-nhé-nhém emocionais, o benefício. Sim, eu sei que temos que nos preparar para o trabalho. Como disse anteriormente, talvez ainda seja o momento de estudar, fazer testes, antes de se lançar com tudo no mercado. Mas entenda: se você faz um serviço qualquer, e ele traz alegria, conforto, prazer, cura, compreensão, desperta a criatividade, enfim, traz benefícios, você é apenas um instrumento disso tudo. Não o autor. Pode descer do pedestal.

3º passo: conectar-se com o público-alvo e os benefícios gerados

“Toda pessoa bem-sucedida carrega dentro de si
o sentimento de estar cumprindo uma missão,
pois qualquer vitória perde seu valor se não a utilizarmos para fins ainda maiores.”
Carlos Wizard Martins – empreendedor

Um outro fator que percebo é que muitas pessoas tem ideias incríveis, criativas, alucinantes e, tal qual um Narciso moderno, se apaixonam pela própria imagem que criaram, a respeito do projeto. Uma outra forma de se referir a este projeto é: egoísmo! Sim, egoísmo novamente! Porque este projeto estará beneficiando única e exclusivamente o próprio criador, que fica “todo inchado” com a sua inteligência, criatividade, poder, força, beleza, etc., e não percebe que todo projeto só tem o sentido de… beneficiar outros. O ponto de partida destes projetos egoístas é o “eu”, enquanto que, na minha visão, o ponto de partida para projetos vencedores, é o “outro”.  Pergunte-se: quem é o público-alvo do meu projeto? Qual o perfil deste público-alvo? O que este público-alvo tem de necessidade? O que tenho atende as necessidades deste público-alvo? É, meu caro. Você tem que aprender a pensar com a mente do consumidor do seu serviço. Penetrar profundamente na mente dele, saber dos seus anseios, dos seus medos, das suas vontades, das suas necessidades…

Gueshe Michael Roshe diz, em O Lapidador de Diamantes: “…a razão para que qualquer empreendimento (brilhante ou estúpido) seja um sucesso e faça dinheiro é devido apenas às boas marcas que o criador tem em sua mente: aqueles que têm sucesso conseguem se ver fazendo dinheiro porque, em algum ponto no passado, plantaram na sua mente uma marca para se ver fazendo dinheiro. E essa marca específica só pode ser plantada se você se vir dando tudo o que é possível para os outros.”

4º passo: assumindo o seu papel de líder do projeto

“Questionar quem deve ser o chefe é como discutir
quem deve ser o saxofonista num quarteto; evidente: quem o sabe tocar” Henry Ford

Embora você seja um instrumento do seu serviço, e esteja pronto para suprir as necessidades do seu público-alvo (caso algo dessa frase não esteja de acordo, reavalie os passos anteriores), pode ocorrer uma questão muito comum: o empreendedor autônomo age como se fosse funcionário de alguma organização invisível, esperando que uma voz do além mande ou desmande suas ações, e rezando para que o invisível lhe traga clientes, dinheiro e sucesso.

Talvez seja difícil entender, quando falo para deixar o egoísmo, ao mesmo tempo em que digo: assuma a liderança! Imagine-se como um capitão de um navio, onde a embarcação enfrentará tempestades e calmarias, enquanto vai rumo ao seu objetivo.

Você não tem poder sobre as intempéries, mas você pode controlar o barco, desviar a rota, acalmar os tripulantes, motivá-los, cobrá-los, trabalhar duro nos momentos de tempestade, acelerar o ritmo nas calmarias e, sem dúvida, dirigir-se para o destino final. Você é um instrumento apto a comandar o seu próprio barco. Se chegará ao destino ou não, existe sempre a figura do Imponderável de Almeida, segundo o personagem criado pelo genial Nelson Rodrigues. Ser capitão é uma atitude humilde, pois você sabe exatamente o poder dos mares e do clima. Você se submete a este poder maior. Porém, domina o barco e a tripulação. Assume a responsabilidade pelos seus atos, mesmo sem ter absoluta certeza deles, afinal, você realmente não tem absoluta certeza de nada. E tudo bem…

5º passo: gerenciar prioridades, planejar e executar ações coerentes

“A chave não está em priorizar aquilo que está em sua agenda,
mas agendar suas prioridades”
Stephen R. Covey

Esta é a parte que o profissional independente pode encontrar muita dificuldade. Gerenciar prioridades. O que devo fazer? Quais os desvios me tiram da rota? Quem me auxilia e quem me atrapalha? A quem e a que devo dizer não?

Geralmente, uma pessoa comum está presa nas coisas urgentes que tem que resolver. Porém, um capitão de um navio em rota para o seu destino, deve estar focado nas coisas importantes que precisam ser planejadas, observadas e geridas.

Num caso de um evento, uma vivência, um workshop, são muitas coisas a serem pensadas:  estratégia de comunicação; material necessário; onde; qual preço cobrar; despesas; parcerias necessárias; estratégia de venda; atendimento aos interessados, etc. Um profissional autônomo faz tudo isso, geralmente, sozinho. E ainda por cima, deve ter uma supervisão, que vai além do papel de “cumpridor de tarefas”, onde detalhes sutis, intuitivos, “pulam aos olhos”… São os detalhes que diferenciam um profissional da mesma área de outro profissional.

Observe o quadro abaixo, e perceba como está a sua ação no dia-a-dia, e veja se há espaço para dedicar-se aos seus projetos importantes, ou você está sempre “apagando incêndios” (perceba: nas coisas urgentes, você reage, e nas coisas importantes, age):

urgente importante

6º passo: comunicação independente, fascinante e focada

“O carisma pode ser cultivado e desenvolvido por pessoas comuns,
desde que treinem a liberação das energias comunicantes existentes dentro delas. Uma das que mais criam obstáculos é a inibição, que pode ser superada com a ajuda de um psicólogo” Heródoto Barbeiro

Para se comunicar e “vender o seu peixe”, você precisa “ser você”. Para com essa história de falar enrolado, escrever como se você fosse a Microsoft ou outra grande corporação, querer mostrar elitismo, etc. e tal. Nos tempos atuais de mídias sociais, falar a língua do consumidor aproxima você uma barbaridade… Tudo bem, você tem o seu estilo. As vezes mais contido, as vezes, menos. Precisa maneirar na gíria, nos palavrões (ou não!) mas deve ver o que atinge o seu público-alvo, e brincar com isso. Se você sabe pensar, você sabe se comunicar. Porque você vai se comunicar da forma como pensa. Quem não gostar do seu jeito, não entrará em contato! E isso é ótimo, pois evitará a perda de tempo de você ter que convencer alguém que não está pronto para o seu serviço e para o seu jeito de ser. Mas sempre existirão pessoas prontas. Você precisa de quantas pessoas no seu evento? 20? 50? 100? Veja a sua meta. É só isso. Não precisa de unanimidade! Veja, então, alguns fatores essenciais que deve constar na sua divulgação (na minha opinião):

1 – descritivo do público-alvo: para quem é o trabalho? Quem se beneficiará com ele?
2 – descritivo sucinto e charmoso do trabalho: o que é, como é, quando surgiu, como você executa ele
3 – um pequeno histórico seu, com informações da sua experiência relativa àquilo que você está vendendo. Não perca tempo em demonstrar seu currículo e certificados. Isso é muito chato, e o consumidor quer saber dos benefícios. Quem quer saber dos seus certificados é o seu pai e sua mãe
4 – data, horário, local, como chegar, preço
5 – telefone e email para informações e inscrição

Paralelo à informação específica do seu trabalho, você deve manter uma estratégia na internet de criar páginas nas redes sociais, blogs e fóruns onde você vai “se doar” para o seu público. Como? Dando conhecimento, dicas, informações, respondendo questões do seu público-alvo a respeito do serviço que você está vendendo. É! Está vendendo! Não se esqueça disso! Você está se vendendo, e se não estiver confortável com isso, não conseguirá ter muito retorno. Porém, antes do cliente chegar até você, você precisa ir até ele. Oferecer “você”, através de textos, vídeos no Youtube, podcasts, imagens, etc. Esse é um assunto bem complexo e fascinante, que abordarei com mais detalhe futuramente.

Mas é isso aí! Ficam as dicas para você criar um evento com todos os ingredientes para ser um sucesso. Mas… não se esqueça do Sr. Imponderável de Almeida, ok? Leve todos os fracassos numa boa. Nem o melhor golfista do mundo acerta todas as tacadas. Relaxe: não atingir os objetivos é parte do caminho…

alex possato imagem profissional logo

 

 

 

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